quinta-feira, 14 de abril de 2011

Hoje


Hoje eu acordei com uma sensação estranha. O dia me pareceu mais belo, apesar de sombrio. Até o canto do Bem-te-vi anunciando chuva, soa  como melodia aos meus ouvidos. Começa a chover mansinho, e cada gota d’água que bate no telhado, é mais um acorde que me delicia. Abrindo a janela sinto um friozinho gostoso que aquece a alma. As marteladas na casa do vizinho, não são mais incômodas. É um chamamento ao encanto da reconstrução.

Olho-me no espelho, objeto há muito proscrito por não querer ver, reflete a imagem da pessoa que não mais pensei ser. Não procuro ver rugas, nem vincos. Aparece uma mulher bonita, que nunca fui. É uma beleza interna que transparece através da reflexão, transmudada numa figura esbelta, com um sorriso cativante, e olhos muito luminosos permitindo enxergar ao redor. Eles também brilham por  ver a beleza que estava escondida dentro de mim.

Nunca pensei ser um Newton na descoberta da lei física da atração, nem um Monet impressionista . Mas senti uma atração muito grande pelas refletidas imagens e uma vontade de colorir cada vez mais a natureza. Senti-me amando todas as pessoas, que me amam ou não, almejando a união, o diálogo, e cuidando dos animais com o maior desvelo.

Fui à sacada, onde estão plantadas em antigos vasos, rosas e orquídeas e com um a alegria incrível constatei que as mesmas estavam desabrochando para a Primavera. Era como se estivesse num jardim florido, envolvida num aroma sutil e ao mesmo tempo, marcante envolvendo todo o meu ser.

Descobri, hoje, que cada pedacinho do solo que piso, é obra de um criador, de um artista. Olhando para o peitoril, onde repousam folhagens, plantados com muito zelo, vejo um ninho de um Beija-Flor. Um filhote recebe alimento que sua cuidadosa mãe. A cena enternece meu coração.

Quando a noite desperta, a lua cheia, lá no alto, me cumprimenta com um sorriso faceiro. Eu a reverencio como o mais significativo presente dos céus. Olhando o horizonte que se descortina aos meus olhos, vislumbro um mundo de Paz. Um mundo onde os homens de todos os continentes e regiões estão de mãos dadas, brindando a união dos povos e ao término das lutas, da ânsia pela riqueza e pelo poder e da discriminação. A tranqüilidade também reina no meu pensamento e no meu sentir. Nada mais é feio ou sem graça. Em tudo há formosura, tantas vezes ignorada. Querendo a gente encontra.

Os amigos? Verdadeiros anjos que descerram à terra , para colocarem a mão no meu ombro, me valorizando, e me convidando a estabeler um vínculo afetivo indissolúvel. Se um dia me senti magoada, ressentida ou desconsiderada, entendo hoje, que não sou um planeta, onde  em torno mim, girariam os satélites. Sou apenas mais uma estrela pertencendo a uma constelação, entre tantas outras, que constituem o universo.

Descobri hoje, uma mulher amadurecida, com vivências indescritíveis e muitos sonhos a concretizar. Descobri hoje, o que  há de mais significativo: o amor.  Ele me levou pela mão e, fez acreditar na sua existência. Assim eu perdi o medo de amar.

Hoje, eu fiz a maior descoberta de todas: eu sou perdidamente apaixonada pela vida.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Viagem a Andrômeda


Hoje sai de mim.
Me desprendi de minha casca.
Levantei.
Por um feixe iluminado parti.
Vi a Terra se distanciar,
Este lindo lar azul ficar cada vez menor.
Passei pela Lua.
Numa velocidade estonteante,
Via se aproximar Pégaso.
Um brilho inigualável surgia a minha frente.
Lá estava, linda, Andrômeda.
Passei por Sirrah, Mirach.
Em Almak encontrei irmãos de luz,
Cujas mensagens enxeram meu coração de alegria.
Alertaram-me porém: “Teu lugar é junto as Pleidades”.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Borboleta


Sinto minhas lindas asas, lembro-me de como eram,
Lá fora sofra uma leve brisa…
Sinta…
Ah! Que saudades de você doce brisa,
Por onde esteve?
Porque me deixaste em tão escuro e solitário casulo…
Leve-me com você doce brisa,
Sopre-o para bem longe, desprenda minhas asas…
Sopre…
É chegada a hora doce brisa…
Borboleta…Abre as asas…
É hora de voltar a voar…

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A tradição do dia dos namorados


No Brasil comemorarmos o dia dos namorados no dia 12 de junho.

Mas em grande parte do mundo (como EUA, Itália e Canadá), a data escolhida é 14 de fevereiro, dia de São Valentim (São Valentino, para alguns, ou o Valentine's day dos americanos), um santo devotado à idéia do amor.

Na verdade, há dois santos "Valentino". Um deles foi um padre, santo e mártir, que viveu no tempo do império romano, no ano de 269, durante a perseguição aos cristãos.

Segundo a lenda, o imperador Cláudius II estava mais interessado em seu exército e nas guerras do que na vida em família , e ele estava convencido de que os solteiros, sem esposas nem filhos, eram melhores soldados do que os casados e não teriam medo no campo de batalha.

Tanto era verdade, que o imperador foi tão longe a ponto de ditar uma lei proibindo o casamento. São Valentino, contudo, desafiou o imperador e continuou a celebrar matrimônios em segredo, até ser descoberto, preso e executado.

O outro São Valentino também viveu sob o império romano. Ele levava uma vida simples e era especialmente bondoso com as criancinhas. Um dia, Valentino foi jogado na prisão pelos romanos por ter se recusado a adorar os deuses deles. Dizia-se que as crianças escreviam mensagens de amor para ele e as lançavam pela janela da cela. Estes foram os primeiros cartões do "dia dos namorados". Mas não existe nenhum registro histórico disso.

Os cartões que conhecemos hoje foram feitos pela primeira vez por volta de 1800 e alguns eram bem enfeitados e decorados com pássaros e flores. Hoje, alguns dos cartões mais populares são os de humor.

No Brasil, apesar de ser comemorado às vésperas do dia de Santo Antônio, o famoso santo casamenteiro, tudo começou com uma campanha realizada em 1949 pelo publicitário João Dória - na época na Agência Standard Propaganda - sob encomenda da extinta loja Clipper.

Para melhorar as vendas de junho, então o mês mais fraco para o comércio, e com o apoio da confederação de Comércio de São Paulo, instituiu a data com o slogan:

"Não é só de beijos que se prova o amor".

A Standard ganhou o título de agência do ano e a moda pegou, para a alegria dos comerciantes. Desde então, 12 de junho se tornou uma data especial, unindo ainda mais os casais apaixonados, com direito a troca de presentes, cartões, bilhetes, flores, bombons... uma infinidade de opções para se dizer "Eu Te Amo!".

Nem todos os países comemoram o dia dos namorados como nós fazemos. Na Itália, as pessoas fazem um grande banquete no dia 14 de Fevereiro. Na Inglaterra, as crianças cantam canções a recebem doces e balas de frutas de seus pais. E na Dinamarca, as pessoas mandam flores prensadas umas às outras, chamadas "flocos de neve".

No Japão a data foi introduzida em 1936 e o costume neste dia é as mulheres presentearem os seus amados com caixas de chocolates. Embora a data represente uma oportunidade para as mulheres declararem o seu amor, nos últimos anos o giri choco (chocolate de cortesia ou “obrigação”) também se encontra presente na cesta de compra de grande parcela da população feminina. Mas, muita gente ainda reluta em adotar a data, alegando que se trata de uma jogada comercial, no que não deixam de ter razão, uma vez que o Valentine’s Day representa cerca de 20% do volume anual de vendas das fábricas de chocolate do arquipélago. Mas, o que vale mesmo é a intenção e não há como negar que a vida fica um pouquinho mais doce com estas declarações de amor e com estes chocolates.

Nos Estados Unidos nos dias que antecedem 14 de fevereiro, lojas de cartões, livrarias, lojas de departamentos e drogarias oferecem uma grande variedade de cartões comemorativos chamados Valentines.

Os adultos costumam comprar cartões para acompanhar presentes mais elaborados como doces, flores ou perfumes. Nas escolas as crianças apreciam comprar ou fazer cartões para seus amigos e professores.

Mas, cá entre nós, todo dia é dia para se dizer "Eu Te Amo!"

sábado, 27 de novembro de 2010

Tem vezes que dói


Ela acordou angustiada
Uma noite de sonhos…ou seriam pesadelos?
E pronto. A paz foi embora
Instaurou-se a aflição
E agora?
Ela lê. Pensa. Chora.
Abre o berreiro. Chora mais
O que se passa, moça bonita?
Ela não sabe explicar
Ninguém sabe explicar
Tem vezes que é assim
Dói. Só dói
Ela tenta encontrar a raiz da angústia
Tenta acalmar o coração
Ela respira, fecha os olhos, se acalma
Respira bem fundo.
Mais uma vez
Inspira, prende o ar, solta
Devagarzinho…
Passou?
Não.
Mas ajudou a acalmar o coração.