terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Repensar o Natal


Vejo as ruas cheias e as almas vazias. Vejos as vitrines e casas iluminadas em profusão e o sentimento de solidariedade apagado. Vejo presentes trocando de mãos e o futuro nas mãos de pessoas sem escrúpulos. Vejo papais noéis de todos os tamanhos, cores e raças, mas nenhuma representação do filho de Deus, apenas pequenas e tímidas imagens de presépios.

Nesta época tentamos ser o que normalmente não somos: cordiais, pacientes e de corações incrivelmente sensíveis com a miséria reinante, que está todos os dias sentada em seu trono de injustiças, desigualdades e preconceitos.

Será que o Natal que há em nós só é despertado pela ação midiática? Não seríamos mais sensatos se esse espírito natalino nos ocorresse todos os dias do ano?

Seja você católico, evangélico, espírita, ateu, não importa. Seja nesta data um ser humano melhor e carregue este sentimento por todos os dias de sua vida. Se você é religioso esqueça um pouco a preocupação consumista, a mesa farta e os enfeites que mascaram a realidade. Represente seu sentimento de crença e fé. Distribua humanidade.

Se religião não é a sua praia, não faz mal. Isso não o torna uma pessoa menos importante para o mundo. Seja também mais humano e menos hipócrita.

É contraditório comemorar a data de nascimento de Jesus com embrigaguês e glutonaria. Comemoremos com mais sensatez e filosofia. Ele nasceu numa manjedoura e foi, para quem crê, o presente de Deus para nós. Vamos nascer como novos seres humanos neste Natal. Vamos amadurecer a idéia de que não estamos sozinhos e podemos fazer do nosso dia a dia uma constante mudança no nosso modo de pensar, na nossa ética, na nossa maneira de se relacionar com o próximo.

Sacrificar a vaidade é quase nada.
Pense nisso.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Um dia


Um dia acordarei e não direi o teu nome
Não te procurarei
Em todos os rostos que passam
As minhas mãos esquecerão as tuas
E o teu cheiro não será o meu.
Um dia esquecer-te-ei
Abrirei o peito
E arrancar-te-ei de dentro
Esfregarei o corpo
Maltratá-lo-ei
Até não restar um sinal teu.
Um dia adormecerei
E dormirei sozinha
Sem o teu rosto nos olhos
E o teu corpo nas mãos.
Um dia…
Esquecer-te-ei
Esquecer-me-ei
Um dia
Deixarei de ser eu.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Contradição

Quase diariamente queimo neurônios porque adoro analisar todas as vertentes de determinado assunto... Acabo muitas vezes por contradizer o que inicialmente, para mim, era dado como certo.

Na maior parte das vezes acabo num grande dilema, senão vejamos:

Está provado que o contrário não tem sentido quando é contradito anteriormente por fatores contraditórios que se contradizem na sua essência.

Como uma proposição não pode ser contradita por objeção de uma afirmação contrária, é estritamente necessário que se faça o contrário do ato de contradizer contestando a incoerência entre os atos e as palavras.

Eu e o meu espírito contraditório...

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Quase no fim...

Hoje acordei quase no fim
Se o sonhei não percebi
Sinto-me perto, mais perto, tão perto
Sinto-me bem aqui...

Será que os dias são todos iguais?
E os loucos às vezes não falam demais?
Será que um dia quis ser maior
Prevalecer, renascer, pensar ser outra vez...

Será que um dia eu vou atravessar
O deserto nem sempre incerto e por lá ficar
Rasgar o teto do mundo azul da cor do mar
E voar, voar, voar e não mais voltar...