quinta-feira, 24 de abril de 2008

Madonna e Beckham são executivos ideais

Possuem virtudes que mais se ponderam nas empresas.


O que tem em comum Viggo Mortensen, JK Rowling, Madonna, Beckham e Fernando Alonso? Possuem qualidades que deveriam ter o profissional do século XXI. A saber: a mente multicultural do ator, a criatividade e inovação da escritora de Harry Potter, a mobilidade geográfica do futebolista, a flexibilidade laboral da cantora e a busca de resultados do piloto.

Os processos de busca de executivos realizadas nos últimos meses em diferentes mercados arrojam uma conclusão clara: 30% das vagas têm sido finalmente cobertas recorrendo à busca de candidatos em pelo menos quatro países de maneira simultânea. Há somente dois anos, 95% das vagas se finalizava procurando profissionais em só um país, naquele que se oferecia o posto.

Assim os mercados de talento vão se fundindo em um grande cenário e as empresas valoram que seus profissionais sejam capazes de desenvolver um trabalho valioso em uma filial de qualquer país. E para isso, é necessário poder contar com profissionais com a capacidade de adaptação geográfica que demonstrou David Beckham durante sua carreira, primeiro em seu Reino Unido natal, logo na Espanha e desde o verão de 2007 nos Estados Unidos.

O aumento da concorrência em um ambiente global e contar com uns clientes mais exigentes e formados pelo acesso rápido à informação provocou que as empresas já não concorrem só por produto ou tecnologia: no século XXI, a melhor equipe humana é a chave do êxito e a mais potente vantagem competitiva. Se a isto se adiciona que fazer as coisas melhor não basta, senão que ademais para competir neste novo ambiente tem que fazer-las de outro modo - mais inovador e imaginativo que o resto - na busca de valores profissionais, o talento criativo de JK Rowling é uma das virtudes mais desejadas pelas empresas.

As companhias valorizam acima de tudo que seus profissionais sejam capazes de desempenhar distintos papéis ao longo de sua vida laboral. Madonna começou sendo uma provocadora, hoje escreve contos infantis e lança álbuns de música "disco". Em todas essas transformações ela teve sucesso. Atualmente as empresas medem sobretudo os resultados do trabalho, e Fernando Alonso é um profissional com uma grande capacidade de trabalho e alguém que, além de estar orientado ao êxito final da missão, é possuidor de constância, perseverança e uma grande capacidade de concentração.

Hoje se buscam candidatos que dominem ao menos dois idiomas e, em muitos casos, três, pois as empresas valoram muito a possibilidade de que o profissional se integre em uma filial ou passe a dirigir a mesma área em outra filial da companhia. Isso é o que acontece com Viggo Mortensen: com pai dinamarquês e nascido em Nova York, Mortensen se criou na Argentina e Venezuela, e fala perfeitamente inglês e espanhol (os idiomas preferidos no mundo empresarial) e dinamarquês, graças a ter morado alguns anos na Dinamarca.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Conto de Fadas

Conte-me uma história diferente,
Faça-me percorrer mundos imaginários,
Ensina-me a sonhar com contos bonitos,
Diga-me que serei capaz de vivenciá-los.
Que eu fosse a Cinderela no dia do baile,
E meus sapatos não seriam de cristal
Enquanto meus pés pisassem em rochas...
Que eu fosse a Branca de Neve em sua inocência,
E minha pele falasse a meu corpo
Onde meus lábios poderiam envenenar-se...
Que eu fosse a Bela na sua coragem,
E amar o interior puro de um desconhecido
Entregando-me a braços seguros e fortes...
Ponha-me para dormir no fim da fábula,
Toca-me os cabelos para eu sentir que estou aqui,
Segure-me a mão para me sentir segura,
Beije-me para que eu saiba que pode ser real....

sábado, 19 de abril de 2008

Silêncio da Lua

Os estilhaços de vidro refletiam a luz da lua e salpicavam o asfalto de estrelas. A brisa fria vinha do mar, e acariciava as folhas das árvores no caminho. As ondas se balançavam deliciosamente, espumando sob o olhar calmo e melancólico da lua.

As casas eram baixas, circundadas de jardins verdes e arborizados, com pintura descascada e aroma de boas lembranças. O caminho que levava à praia era asfaltado e novo, porém já cercado de recordações. O meio-fio era alto, regular, tradicional como nada por ali. A praia era extensa, a areia macia tecida de sonhos, a água cristalina beijando os pés de quem passava por ali.

Os pés banhados pelo oceano, os corpos acolhido pela areia, o prazer abençoado pela lua. O olhar mudo do vento testemunhando a alegria de um momento inesquecível.

As ondas iam e vinham, espumando um néctar divino, a brisa soprava calma e gélida, balançando as árvores, a areia macia voava, leve, e a lua banhava o mundo em sua luz prata-azulada, tão silenciosa quanto as duas bocas que se uniam nesse cenário harmônico e aconchegante.

Os estilhaços de vidro refletiam a luz da lua e salpicavam o asfalto de estrelas... há horas as palavras são dispensáveis...

Sorver o néctar maravilhoso dos teus lábios, viajar na incrível delicadeza das tuas mãos, sentir o calor do teu corpo, desejar só você, a lua e mais nada! É só isso que eu quero viver!

Teus olhos refletindo a luz prata-azulada da lua, tua boca suculenta, o fruto proibido do amor, só pra mim! Ah! Tua língua indócil ousando coisas que eu nunca pude imaginar que existissem!

As estrelas mudas cantando um recital de prazer, a lua cheia observando tudo à distância e sua luz sorrindo maliciosamente aos nossos corpos. Eros acende velas prata à noite, o mar beija nossos pés. Você beija minha boca, eu beijo a sua boca. Sua boca beija, minha boca beija.

As folhas das árvores balançam, as flores nascem à primavera fresca, os grãos de areia levantam vôo pelo mundo, as águas do mar se agitam silenciosamente e o vento sopra em minhas costas. Então eu sinto um arrepio me subindo pela espinha, me dá frio.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Caminhando na praia

Estava caminhando na praia, areia fofa, o mar gelado, a brisa fresca. Era uma linda noite de outono, com a lua azul no céu banhando o oceano.

Todo o amor que tivera dentro de si, agora desaparecera. Dentro de sua cabeça tudo se confundia, e o mundo parecia que pesava sobre seus ombros.

As ondas beijavam-lhe os pés, que caminhavam incessantes pela praia. Não sabia o que fazer, não tinha a menor idéia de onde ir, não tinha nada nem ninguém em mente.

Toda a vida aprendera que amar é mais importante que tudo, e agora isso. Não sabia como agir numa situação assim, e toda vez que tentava achar uma saída se perdia cada vez mais no labirinto de seus pensamentos.

O esgotamento físico lhe abateu. Sentou na areia fofa e sentiu o cheiro do mar. A brisa soprou mais forte e fria, e um arrepio subiu pela espinha. Não pelo frio, mas pelas lembranças.

Aquela praia, aquele vento, aquele mar, aquela areia... ah!, aquela areia... lembrou-se do dia em que rolaram juntos pela areia, beijando-se e abraçando-se, e sentindo que nada mais no mundo interessava a não ser os dois e o amor que sentiam um pelo outro.

Droga! Será mesmo que tudo fora só um sonho de uma noite de verão? Será que fora um sonho infantil, uma ilusão, ou só mais uma ilusão amorosa? Por que tudo tinha que ser daquele jeito? Ou melhor, será que era mesmo daquele jeito?

Perdeu-se no seu pensamento. Pensava em mais coisas do que seria possível descrever, mil idéias.

Do outro lado, na mesma praia, semelhante silhueta caminhava, também a beira do mar, sentindo as ondas chegando à areia e a lua azul banhando o mundo com sua luz melancólica.
Seria mesmo desnecessário descrever o que sentia por sua vez esta sombra, pois tudo, tudo o que tinha em seu coração e em sua mente, sem que soubesse, espelhava exatamente o que já foi notado no primeiro vulto.

Desconhecidos do que preparara para eles o destino, puseram-se ambos a andar e pensar, talvez tentando mesmo descobrir qual seria a próxima apunhalada da vida, ou o que seria de seus futuros. Sem que soubessem, inconscientemente se dirigiam para o mesmo lugar, a mesma areia fofa que acolhera tão gentilmente seus corpos em tão feliz momento que viveram. Sem que pudessem imaginar, o destino os colocava novamente frente a frente.

Cabeça baixa, pernas tremulas, olhos lacrimejantes; nada viam, nem lhes interessavam ver. Só seguiam em frente porque alguma coisa dentro de si dizia que deviam continuar.

Num gesto lento e desnorteado, ergueram os olhos, e eis que se depararam um com o outro. Os olhares se encontraram e, calados, puderam ler tudo o que sentiam. Sem que fosse necessário dizer uma palavra sequer, sem que fosse necessário um grito, um gesto, um som; uma ofensa, uma mágoa, uma desculpa. Uma lágrima escorreu silenciosa no canto do olho de cada um, e foi o que bastou. Tocaram-se, e a mágica de seus corpos os envolveu lentamente, fazendo com que seus corações disparassem e se acalmassem, com que o ar pudesse lhes entrar livremente e eles não conseguissem respirar, com que o amor brotasse de novo em seus corações como uma árvore centenária.

Nada foi dito, apenas feito; nada de palavras para magoar e ferir, apenas beijos para acalmar e curar; nada de raiva, pena ou compaixão, apenas amor, amor e amor. Só.

A brisa soprava aconchegante, o mar gelava os dois pares de pés que caminhavam a beira da praia, e ao longe, atrás de algumas montanhas, podia-se notar o sol nascendo e seus raios abençoando o novo velho amor naqueles dois jovens corações.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Sinto-me só...

O escuro é agora o lugar onde me escondo, as sombras são a companhia que me abraça e o silêncio o ombro amigo que me ampara.

Não voo já no espaço aberto da noite, não conduzo na ponta dos dedos os sonhos, não ilumino os céus porque meu olhar perdeu o brilho. Hoje a noite é apenas um espaço entre dois dias.

A ausência de palavras deixa muda a voz que não se propaga, a racionalidade invade o corpo, aprisionando a alma em seu interior, hoje perdi a liberdade de voar, deixei as convicções caírem e os sonhos dormiram e não mais despertaram.

Pergunto-me onde estão os sentires, a essência do amor, a paixão dos instantes em que nos oferecemos. Pergunto-me como podemos perder-nos e não mais nos encontrarmos.

Não sei onde estou, perdi a noção de lugar, de tempo, deixei o vazio vestir o meu corpo, deixei a solidão tomar de assalto a minha alma mergulhando o espírito nas águas gélidas do oceano profundo. Hoje sinto-me só.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Evolução

Ninguém se levanta estando em pé, só se levanta quem cai!


Da mesma forma é o nosso evoluir, é com constantes quedas e conseqüentes levantares que vamos crescendo. Ninguém nasce ensinado e temos necessidade de aprender. Aprendemos cometendo erros e retificando-os ou eliminando-os…


Não os devemos manter cativos dentro de nós mas não os devemos desprezar, devemos olhar para eles como fazendo parte de nós mesmos, do nosso tipo de evolução.


No amor, também crescemos ao cair e ao levantarmo-nos. Também vamos aprendendo a amar com o desamor, com o riso e com a lágrima, com o sol e com a lua, com a chuva, com o vento e as estrelas, com a desilusão e mesmo com a ilusão, com o sorriso, o senso e o disparate, mas é dentro de cada um de nós que o amor cresce nas constantes quedas que damos…


Então, ele floresce por si mesmo se lhe dermos atenção e valor. Aprender que amar não é somente estar bem, também é dor.


Ser feliz é apenas desejar sê-lo e senti-lo no mais pequeno detalhe de cada momento das nossas vidas.


Ser feliz é estar feliz, é querer ser feliz da mesma forma que para amar é preciso querer amar…


Ninguém ama se não quiser amar… é nesse querer, nesse desejo de o ser, nesse querer sentir que, passo a passo, queda a queda, vamos evoluindo…


Um dia chegaremos lá e esse lá é apenas o concretizar da nossa vontade e nada mais.


Sou feliz porque quero ser e amo porque quero amar...!