Chove lá fora.
Mais uma noite fria sem você.
Torturante distância
que me sufoca e angustia.
Por que não ser eu
esses lençóis macios,
que tocam teu corpo, sem da tua pele,
sequer saberem o cheiro?
Por que não ser eu
o travesseiro, que tão perto,
tem tua boca?
Que, sei eu, recebe, inerte,
tuas loucas mordidas
pelos teus êxtases solitários.
Por que não ser eu essa cama
que ora te aquece
e abriga tua inebriante nudez?
Por que não ser eu as paredes,
que ouvem, tão apáticas,
os suspiros, gemidos e balbucios,
da volúpia dos teus devaneios.
Mas, tão longe,
Posso ser apenas eu,
Aqui, com a minha saudade,
E este rabisco que
pretendeu ser um poema.
terça-feira, 29 de julho de 2008
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Nem os Deuses...
O dia está frio e vastamente deserto
A superfície das coisas está escorregadia.
Paralisado, impotente e insignificante, olho-o.
Imenso, imparável, portentoso, impetuoso...
o mar
Encerra o feitiço de chamar tudo a si,
o homem e as coisas,
como as sereias o faziam...
É um dos feitiços mais antigos na terra,
este que o mar tem sobre o homem,
esconde no rebentar das ondas um silêncio irresistível,
uma voz rouca, de paz,
que atrai o mundo, para o engolir.
As ondas, um mero truque de hipnotismo, vão e voltam,
rebentam na margem de quem somos, no limiar do suportável,
uma beleza inocente mas feroz,
sem o sabor a tempo, como se tivesse estado sempre ali... o mar.
Guardo as cartas que me escreveste
num lenço de seda tingindo de azul
da cor deste mar imenso,
inventado pelo olhar,
mas que corre, real,
nas veias da alma,
atei-as com um nó perfeito,
como se nunca tivessem sido tocadas,
quem me dera não as ter lido,
suplico eu agora à sorte.
Quem me dera que não me amasses também,
porque não me deixaste morrer com a amarga certeza que somente eu te amava,
fomos tão felizes enquanto pude imaginar tudo aquilo que íamos vivendo
Tudo aquilo que te diria em voz doce e quente pela manhã,
sussurrando ao teu ouvido por baixo do lençóis,
ainda mornos, arrefecendo do fogo.
Corria livre a imaginação,
fomos a todos os lugares mágicos,
e quando estes se esgotaram,
pintamos mais uns quantos, nas paredes deste quarto,
com as nossas mãos entrelaças, mergulhadas na tinta,
numa euforia ardente de prazer...
Mergulhamos nessas telas,
como duas crianças inocentes,
esquecidas do mundo.
Tudo isto sem sair de frente desta janela embaciada,
com vista para o Tejo,
na solidão fria deste quarto
que nem se faz aquecer pelo Sol,
que se derrete lá em cima, no castelo
e desliza por toda a encosta.
Fizemos amor sob uma chuva quente e forte,
dentro do fogo do Sol,
que se deitava sobre África,
pintaste-o tão grande, maior que o mundo,
uma enorme bola de fogo descendo no horizonte,
derretendo-se sobre nós.
Corremos os oceanos e a terra,
queimamos o Universo, rasgamos o infinito,
fomos até ao silêncio...
em busca da música...
condenados a uma simples troca de olhares,
sem nada dizer,
encerrando o entender da beleza.
Curioso como não procuramos respostas,
quando tal beleza nem nos permite perguntas
Dançamos nos prados de papoulas do sul da França,
se é que eles existem...
enlouquecendo com o seu pólen solto no ar
à passagem do vento que nos enrola um no outro.
Sonhava com os beijos longos
de olhos fechados de respiração presa,
em que somente tu existias,
o mundo a morrer atrás de ti,
atrás do último olhar para dentro dos teus olhos,
onde vejo o mar enrolado no encantamento de uma imperatriz,
divindade poderosa e distante,
com os segredos do mundo no respirar
e o domínio do silêncio e da magia no simples deslizar.
Tenho medo de ti nessas alturas,
como se não te possuísse por completo,
como se fosses pintura a guache,
de um rei reencarnado,
em que as lágrimas foram ensopando o papel
e misturando as cores
perdeste-te do teu reino,
esqueceste-te de quem foras,
e a tua alma agora perde-se.
Mas no interior profundo de ti,
por mais que não te recordes,
sabes não pertencer aqui,
devias voltar para algum outro sonho,
que este é demasiado real.
Mas não sabes qual,
estás preso as chamas infernais deste fogo!
O vermelho amarelo das chamas é hipnótico,
é como uma droga,
e o calor torna-nos moles,
vamos adormecendo,
e morremos a sorrir...
Mas eu vejo...
O mar reclama-te!
Nota-se quando estás perto dele,
o teu olhar aprofunda-se,
torna-se quase infinito.
O teu corpo recorda-se da paz,
vivida no silêncio frio das águas,
na companhia do infinito,
com o eterno a derreter-se na boca...
como é doce o mar...
salgado só o é para quem não sabe amar.
Mas vais ficando por cá,
de forma penosa,
na minha imaginação,
deixando o sabor líquido de ti, nos meu lábios,
inchados de prazer,
a tua respiração afaga-me o pescoço,
fazendo-me suar e tremer de amor!
Nunca trocamos mais que um olhar,
mas fomos a todos os lugares do impossível!
Mas porque tinhas tu que me amar também
Vivíamos tão felizes no meu sonho,
devias saber que os deuses não amam!
não tinhas o direito de desistir do teu império
e tornares-te de carne e osso, não tinhas o direito de sonhar,
não tinhas o direito de abdicar da divindade...
e morrer a meu lado...
Não me ames, por favor.
A superfície das coisas está escorregadia.
Paralisado, impotente e insignificante, olho-o.
Imenso, imparável, portentoso, impetuoso...
o mar
Encerra o feitiço de chamar tudo a si,
o homem e as coisas,
como as sereias o faziam...
É um dos feitiços mais antigos na terra,
este que o mar tem sobre o homem,
esconde no rebentar das ondas um silêncio irresistível,
uma voz rouca, de paz,
que atrai o mundo, para o engolir.
As ondas, um mero truque de hipnotismo, vão e voltam,
rebentam na margem de quem somos, no limiar do suportável,
uma beleza inocente mas feroz,
sem o sabor a tempo, como se tivesse estado sempre ali... o mar.
Guardo as cartas que me escreveste
num lenço de seda tingindo de azul
da cor deste mar imenso,
inventado pelo olhar,
mas que corre, real,
nas veias da alma,
atei-as com um nó perfeito,
como se nunca tivessem sido tocadas,
quem me dera não as ter lido,
suplico eu agora à sorte.
Quem me dera que não me amasses também,
porque não me deixaste morrer com a amarga certeza que somente eu te amava,
fomos tão felizes enquanto pude imaginar tudo aquilo que íamos vivendo
Tudo aquilo que te diria em voz doce e quente pela manhã,
sussurrando ao teu ouvido por baixo do lençóis,
ainda mornos, arrefecendo do fogo.
Corria livre a imaginação,
fomos a todos os lugares mágicos,
e quando estes se esgotaram,
pintamos mais uns quantos, nas paredes deste quarto,
com as nossas mãos entrelaças, mergulhadas na tinta,
numa euforia ardente de prazer...
Mergulhamos nessas telas,
como duas crianças inocentes,
esquecidas do mundo.
Tudo isto sem sair de frente desta janela embaciada,
com vista para o Tejo,
na solidão fria deste quarto
que nem se faz aquecer pelo Sol,
que se derrete lá em cima, no castelo
e desliza por toda a encosta.
Fizemos amor sob uma chuva quente e forte,
dentro do fogo do Sol,
que se deitava sobre África,
pintaste-o tão grande, maior que o mundo,
uma enorme bola de fogo descendo no horizonte,
derretendo-se sobre nós.
Corremos os oceanos e a terra,
queimamos o Universo, rasgamos o infinito,
fomos até ao silêncio...
em busca da música...
condenados a uma simples troca de olhares,
sem nada dizer,
encerrando o entender da beleza.
Curioso como não procuramos respostas,
quando tal beleza nem nos permite perguntas
Dançamos nos prados de papoulas do sul da França,
se é que eles existem...
enlouquecendo com o seu pólen solto no ar
à passagem do vento que nos enrola um no outro.
Sonhava com os beijos longos
de olhos fechados de respiração presa,
em que somente tu existias,
o mundo a morrer atrás de ti,
atrás do último olhar para dentro dos teus olhos,
onde vejo o mar enrolado no encantamento de uma imperatriz,
divindade poderosa e distante,
com os segredos do mundo no respirar
e o domínio do silêncio e da magia no simples deslizar.
Tenho medo de ti nessas alturas,
como se não te possuísse por completo,
como se fosses pintura a guache,
de um rei reencarnado,
em que as lágrimas foram ensopando o papel
e misturando as cores
perdeste-te do teu reino,
esqueceste-te de quem foras,
e a tua alma agora perde-se.
Mas no interior profundo de ti,
por mais que não te recordes,
sabes não pertencer aqui,
devias voltar para algum outro sonho,
que este é demasiado real.
Mas não sabes qual,
estás preso as chamas infernais deste fogo!
O vermelho amarelo das chamas é hipnótico,
é como uma droga,
e o calor torna-nos moles,
vamos adormecendo,
e morremos a sorrir...
Mas eu vejo...
O mar reclama-te!
Nota-se quando estás perto dele,
o teu olhar aprofunda-se,
torna-se quase infinito.
O teu corpo recorda-se da paz,
vivida no silêncio frio das águas,
na companhia do infinito,
com o eterno a derreter-se na boca...
como é doce o mar...
salgado só o é para quem não sabe amar.
Mas vais ficando por cá,
de forma penosa,
na minha imaginação,
deixando o sabor líquido de ti, nos meu lábios,
inchados de prazer,
a tua respiração afaga-me o pescoço,
fazendo-me suar e tremer de amor!
Nunca trocamos mais que um olhar,
mas fomos a todos os lugares do impossível!
Mas porque tinhas tu que me amar também
Vivíamos tão felizes no meu sonho,
devias saber que os deuses não amam!
não tinhas o direito de desistir do teu império
e tornares-te de carne e osso, não tinhas o direito de sonhar,
não tinhas o direito de abdicar da divindade...
e morrer a meu lado...
Não me ames, por favor.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Definição de Amor
Apeteceu-me escrever aqui um artigo sobre esse sentimento sublime que designamos de amor, e não tendo as palavras para o definir, lembrei-me de fazer uma pesquisa pela net. Ao colocar no Google definição do amor apareceram-me centenas de possibilidades: De poetas, de filósofos, de cômicos, de apaixonados anônimos… Um sem fim de opiniões. Creio que a mais conhecida é esta:
Vejamos o que dizem:
Eros
O amor do tipo Eros é aquele amor romântico que uma pessoa sente por outra. É o amor que tem muito a ver com atração física. É esse tipo de amor que normalmente compele as pessoas a manter um relacionamento amoroso continuado. Nesse sentido também é sinônimo de relação sexual.
Ágape
Em grego, significa altruísmo, generosidade. A dedicação ao outro vem sempre antes do próprio interesse. Quem pratica esse estilo de amor entrega-se totalmente à relação e não se importa em abrir mão de certas vontades para a satisfação do ser amado. Investe constantemente no relacionamento, mesmo sem ser correspondido. Sente-se bem quando o outro demonstra alegria. No limite, é capaz até mesmo de renunciar ao parceiro se acreditar que ele pode ser mais feliz com outra pessoa. É visto por muitos, como uma forma incondicional de amar.
Pragma
Como diz o nome, é o estilo de que dá prioridade ao lado prático das coisas. O indivíduo avalia todas as possíveis implicações antes de embarcar num romance. Se o namoro aparente tiver futuro, ele investe. Se não, desiste. É um amor interessado em fazer bem a si mesmo, amor que espera algo em troca.
(Apenas um aparte meu já que deste eu discordo 100%. Posso não saber o que é o amor mas sei o que não é! Aliás, creio que quem é assim só sabe amar a si próprio, mas adiante…)
Platônico
Amor platônico é uma expressão usada para designar um amor ideal, alheio a interesses ou gozos. Um sentido popular pode ser o de um amor impossível de se realizar, um amor-perfeito, ideal, puro, casto. A relação com a filosofia de Platão está no fato de vincular o atributo "platônico" ao sentido de algo existente apenas no plano das idéias.
(Ora aqui está um amor no qual eu já não acredito. Acho que o que se busca neste tipo de relação é muito mais profundo do que aparentemente possa parecer. Creio que quem sente um amor alheio a interesses ou gozos apenas desconhece as suas próprias carências, e quando as começa a conhecer, ou esquece e parte para outra ou muda para um amor tipo Eros ou Ágape).
Mas também existem opiniões bem mais leves e bem engraçadas:
Amor é: Palavra de quatro letras, duas vogais, duas consoantes e dois idiotas.
(Concordo! Quem ama fica assim, meio idiota mesmo, rs)
E a melhor deste ponto de vista “artístico”:
Amor é: Aquilo que começa com um príncipe a beijar um anjo e acaba com um careca a olhar para uma mulher gorda.
(Que coisa!!! Porque tinha o meu marido que estar olhando para mim agora? Caramba, ainda por cima o rapaz está perdendo cabelo a olhos vistos! Ah, não!!!! Eu “só” engordei 20 kilos desde que me casei… Que querem???? Passaram 15 anos e já nasceram dois filhos…)
Parando de brincar, porque esta coisa de amor é um caso sério: Como defino eu o amor após tantas opiniões?
Amor para mim é querer. Amor para mim é sentir falta mesmo que a ausência seja pequena, é desejar o abraço, o beijo, o corpo, é querer mais, sempre muito mais. Amor é partilhar, amor é fazer parte, amor é olhar o futuro com esperança, amor é esperar com ansiedade o momento de voltarem a estar juntos, é partilhar opiniões, é fazer projetos juntos, é discordar mas respeitar, é decidir em conjunto um sem fim de coisas básicas e até banais… É ter consciência de que o mundo não é cor de rosa, que até os príncipes e princesas sofrem por amor mas mesmo assim não desanimar, acreditar sempre! E é investir constantemente. Dizer: Amo-te, dizer preciso de ti, dizer és lindo (mesmo quando a beleza já se foi faz tempo), é a ti que eu quero…
E quando o amor é só de um? A isso eu chamo de amor só.
Amor só é uma dor amenizada por uma alegria que apesar das lágrimas teima em fazer nascer um sorriso perante uma lembrança linda, amor só é chorar as mágoas e reaprender a olhar para a frente fazendo da dor e dos erros uma lição de vida, amor só é não perder a fé no mundo só porque não deu certo…É morrer de saudade e resistir ao impulso básico de humilhação, é fazer da dor a escada para o futuro tranqüilo, é transformar o amor pelo outro em pequenas doses de amor que se distribuem por ai como se de flores se tratasse. É chorar sem medo ou vergonha, gritar tanto quanto se quer e depois enxugar o pranto e sorrir para quem não tem culpa de nada… É o aprender a amar-se a si mesmo como a pessoa mais importante do mundo. E é acreditar que se é abençoado por se saber amar, se saber dar…
E para você? O que é o amor?
Quem não conhece este excerto do poema de Camões? E quem é o que ama ou amou que se atreve a desmentí-la? Eu não! Mas isto não basta, é pouco, muito pouco. Este é um tema de interesse há séculos já que a temática do amor é comum a quase todos os filósofos gregos, entendido como um princípio que governa a união dos elementos naturais e como princípio de relação entre os seres humanos. Aqui existe amor para todos os gostos: Ele é Ágape, ele é Eros, ele é Pragma, ele é Platônico…"Amor é fogo que arde sem se ver
é ferida que dói e não se sente
é um contentamento descontente
é dor que desatina sem doer"
Vejamos o que dizem:
Eros
O amor do tipo Eros é aquele amor romântico que uma pessoa sente por outra. É o amor que tem muito a ver com atração física. É esse tipo de amor que normalmente compele as pessoas a manter um relacionamento amoroso continuado. Nesse sentido também é sinônimo de relação sexual.
Ágape
Em grego, significa altruísmo, generosidade. A dedicação ao outro vem sempre antes do próprio interesse. Quem pratica esse estilo de amor entrega-se totalmente à relação e não se importa em abrir mão de certas vontades para a satisfação do ser amado. Investe constantemente no relacionamento, mesmo sem ser correspondido. Sente-se bem quando o outro demonstra alegria. No limite, é capaz até mesmo de renunciar ao parceiro se acreditar que ele pode ser mais feliz com outra pessoa. É visto por muitos, como uma forma incondicional de amar.
Pragma
Como diz o nome, é o estilo de que dá prioridade ao lado prático das coisas. O indivíduo avalia todas as possíveis implicações antes de embarcar num romance. Se o namoro aparente tiver futuro, ele investe. Se não, desiste. É um amor interessado em fazer bem a si mesmo, amor que espera algo em troca.
(Apenas um aparte meu já que deste eu discordo 100%. Posso não saber o que é o amor mas sei o que não é! Aliás, creio que quem é assim só sabe amar a si próprio, mas adiante…)
Platônico
Amor platônico é uma expressão usada para designar um amor ideal, alheio a interesses ou gozos. Um sentido popular pode ser o de um amor impossível de se realizar, um amor-perfeito, ideal, puro, casto. A relação com a filosofia de Platão está no fato de vincular o atributo "platônico" ao sentido de algo existente apenas no plano das idéias.
(Ora aqui está um amor no qual eu já não acredito. Acho que o que se busca neste tipo de relação é muito mais profundo do que aparentemente possa parecer. Creio que quem sente um amor alheio a interesses ou gozos apenas desconhece as suas próprias carências, e quando as começa a conhecer, ou esquece e parte para outra ou muda para um amor tipo Eros ou Ágape).
Mas também existem opiniões bem mais leves e bem engraçadas:
Amor é: Palavra de quatro letras, duas vogais, duas consoantes e dois idiotas.
(Concordo! Quem ama fica assim, meio idiota mesmo, rs)
E a melhor deste ponto de vista “artístico”:
Amor é: Aquilo que começa com um príncipe a beijar um anjo e acaba com um careca a olhar para uma mulher gorda.
(Que coisa!!! Porque tinha o meu marido que estar olhando para mim agora? Caramba, ainda por cima o rapaz está perdendo cabelo a olhos vistos! Ah, não!!!! Eu “só” engordei 20 kilos desde que me casei… Que querem???? Passaram 15 anos e já nasceram dois filhos…)
Parando de brincar, porque esta coisa de amor é um caso sério: Como defino eu o amor após tantas opiniões?
Amor para mim é querer. Amor para mim é sentir falta mesmo que a ausência seja pequena, é desejar o abraço, o beijo, o corpo, é querer mais, sempre muito mais. Amor é partilhar, amor é fazer parte, amor é olhar o futuro com esperança, amor é esperar com ansiedade o momento de voltarem a estar juntos, é partilhar opiniões, é fazer projetos juntos, é discordar mas respeitar, é decidir em conjunto um sem fim de coisas básicas e até banais… É ter consciência de que o mundo não é cor de rosa, que até os príncipes e princesas sofrem por amor mas mesmo assim não desanimar, acreditar sempre! E é investir constantemente. Dizer: Amo-te, dizer preciso de ti, dizer és lindo (mesmo quando a beleza já se foi faz tempo), é a ti que eu quero…
E quando o amor é só de um? A isso eu chamo de amor só.
Amor só é uma dor amenizada por uma alegria que apesar das lágrimas teima em fazer nascer um sorriso perante uma lembrança linda, amor só é chorar as mágoas e reaprender a olhar para a frente fazendo da dor e dos erros uma lição de vida, amor só é não perder a fé no mundo só porque não deu certo…É morrer de saudade e resistir ao impulso básico de humilhação, é fazer da dor a escada para o futuro tranqüilo, é transformar o amor pelo outro em pequenas doses de amor que se distribuem por ai como se de flores se tratasse. É chorar sem medo ou vergonha, gritar tanto quanto se quer e depois enxugar o pranto e sorrir para quem não tem culpa de nada… É o aprender a amar-se a si mesmo como a pessoa mais importante do mundo. E é acreditar que se é abençoado por se saber amar, se saber dar…
"O amor é a um só tempo a mais doce das alegrias e a mais amarga das tristezas."
E para você? O que é o amor?
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