Mais um dia que nasceu, acordo...
Fico na cama mais uns minutos, o corpo quer mais uns mimos e a alma mais uns minutos de descanso. Mais um dia em que vou ter de viver no meio de gente que detesto, que me amargura e que me apetece desprezar pelo simples fato de serem uns clones sociais.
O meu espírito, substituído por um buraco negro, é para onde atiro o que não me interessa, sejam pessoas, fatos ou situações. A minha beleza é privada, não pública. Só a partilho com quem entendo.
Socialmente sou apenas mais uma peça do xadrez, mais um peão que todos empurram satisfeitos mas enganados, porque estão simplesmente a pontapear a vida deles.
Seres sem sentimentos, cegos por falsas promessas, julgam viver, mas nada mais fazem do que andar no frio corredor em que foram colocados pela sua soberba e prepotência, uma estrada que nada mais é do que a solidão fria da morte em vida!
E eu vou caminhando, guardo a minha luz para iluminar os que merecem e, de resto, ando por esta vida alimentada das almas dos impuros, que vou sugando sem piedade.
Transformo maldade em beleza e assim alimento a minha alma. Deixo espalhados no meu caminho os restos mortais desses tristes seres que me serviram de alimento e partilho com quem amo a riqueza de ser, pela vontade de querer amar e ser amado.
Não sofro nem tenho pena de os ver definhar na sua triste sorte de não saberem partilhar. Ao que eles chamam amar, digo eu que nada mais é do que gastar a vida, tão curta e tão rápida, que quando nascem já caminham velozes para o fim.
O cheiro a morte é o perfume que exalam, corpos revestidos de protocolos e vestes sociais que não conseguem esconder as feridas que sangram. Essas que eles plantaram na vida pela falta de coragem, pela ganância, pela luxúria a que chamam desejo ou amor, comprada e sem valor.
Um dia vão acordar e já nem dor vão sentir, sim um simples ardor da luz do sol social, que nada mais vai fazer do que terminar o seu trabalho, transformar os seus restos em alimento para os eleitos, seres perfeitos que habitam em quem consegue descobrir o segredo da vida.
Encontrar esse segredo é simples, basta amar e partilhar alegrias e tristezas. É a simples fusão de duas almas no universo da beleza de viver com o amor agitando o coração numa batida de vida.
É simplesmente ser o que somos, sem medo. É uma entrega incondicional ao acreditar que amar é a única estrada que nos leva ao nosso destino, a VIDA, onde todos os cansaços se transformam em alegrias porque são partilhados e vividos com uma força única que vem desse sentimento.
segunda-feira, 24 de março de 2008
Porque agora sou assim...
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário